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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Portugal em risco de perder quase metade da população e ficar com pouco mais de 6 milhões de habitantes

Mäyjo, 29.03.14

 

Portugal pode perder quase metade da população e ficar reduzido a pouco mais de 6 milhões de habitantes. Isto, se nada mudar nas próximas décadas.

A manter-se a atual taxa da natalidade e da imigração, o INE estima que o país chegue a 2060 com 6 milhões e 300 mil habitantes, pouco mais de metade da atual população.

Em causa está ainda a inversão da pirâmide etária. Com o envelhecimento da população, o aumento da esperança de vida, contra a queda nos nascimentos e a imigração crescente dos jovens e da população ativa sem ser compensada pla entrada de estrangeiros no país.

Uma conjuntura que pode custar quase 4 milhões de pessoas ao país e pôr em causa a sustentabilidade do sistema de segurança social. Isto se se confirmarem os piores receios.. Portugal passaria a ter, já daqui a 50 anos, apenas 1 ativo por casa idoso, menos de metade da atual situação.

 

in: http://sicnoticias.sapo.pt/

São Francisco vai proibir água engarrafada

Mäyjo, 28.03.14

São Francisco vai proibir água engarrafada

 

Em São Francisco, nos Estados Unidos, a luta contra o plástico está mais forte que nunca. A mais recente acção da cidade para se livrar deste resíduo é a proibição de água engarrafada – em plástico – na cidade.

A proposta prevê uma proibição gradual da venda de garrafas de plástico – a partir dos 600 gramas e pesos inferiores – em toda a cidade. David Chiu, presidente do conselho de supervisores da cidade, explicou que São Francisco tem uma das melhores águas de torneira dos Estados Unidos, pelo que não faz sentido vender-se água engarrafada.

Numa primeira fase, as vendas de água engarrafada serão proibidas em concertos, grandes eventos, parques e roulottes de comida – são mais de 100 locais. Até 2016, a proibição vi alargar-se a toda a cidade.

“Temos acesso a água da reserva de Hetch Hetchy (do parque natural de Yosemite), uma das melhores do país. Não faz sentido termos garrafas de plástico”, explicou Chiu.

A cidade compromete-se também a fazer chegar água limpa a todos os pontos da cidade, como alternativa à água engarrafada.

Desde 2007 que São Francisco proíbe a utilização de dinheiros públicos para comprar água engarrafada, uma iniciativa que levou à poupança de €363 mil (R$ 1,1 milhões). Segundo o Business Insider, a produção de água engarrafada utiliza 17 milhões de barris de petróleo por ano. Curiosamente, a quantidade de água necessária para fazer a embalagem é a mesma que é colocada dentro desta.

Concord, no Massachussets, foi a primeira cidade norte-americana a proibir a venda de garrafas de plástico, em Janeiro. Mas Concord tem 18 mil habitantes, São Francisco tem 4,3 milhões.

 

Foto:  Muffet / Creative Commons

Eurobarómetro: Consciência ambiental dos portugueses elevada, mas pouco levada à prática

Mäyjo, 27.03.14

Barómetro da União Europeia destaca a consciência ambiental dos portugueses, mas também o seu desconhecimento e falta de atuação face à perda de biodiversidade.

O relatório intitulado “Eurobarómetro” publicado pela Comissão Europeia em novembro de 2013, reflete a “atitude face à biodiversidade” dos europeus, através de inquéritos a uma amostra representativa da população. Os dados em relação a Portugal sugerem algumas tendências, que tanto têm de curiosidade, como de importância, de onde se destaca a elevada consciência ambiental dos portugueses, mas também a sua desinformação em relação ao tema. 

O relatório realça novamente que a perda de biodiversidade na União Europeia e a nível global tem acelerado nos últimos anos. Cerca de uma em cada quatro espécies encontram-se ameaçadas na UE, e de acordo com a Comissão Europeia, são atualmente alvo de sobrepesca 39% das populações de peixes analisadas no Atlântico, e 88% no Mediterrâneo. Face a este problema, a UE adotou em maio de 2011 uma ambiciosa estratégia para travar a perda de biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas no espaço comunitário até 2020.

Incidindo mais concretamente sobre os resultados do “Eurobarómetro”, verifica-se que 43% dos portugueses sabe o significado do termo “biodiversidade” (uma abreviatura para “diversidade biológica”), 38% já ouviu falar mas não sabe o que é, e 19% nunca ouviu falar. Na mesma linha, 39% sentem-se “informados” em relação à perda de biodiversidade, enquanto que e 60% se sentem “não informados”, e 91% revelam interesse em estar melhor informados sobre o tema. 

Os portugueses são o povo europeu que mais importância coloca na “poluição do ar e da água”, “desastres de origem humana” (93%) e “destruição de habitat” (68%) como sendo causas muito relevantes para a perda de biodiversidade. A perda das florestas nativas surge como o problema que os portugueses consideram mais grave em relação ao tema (81% considera este problema muito grave). Isto, relembrando que estamos num contexto em que a recente proposta de alteração da legislação sobre Arborização e Rearborização, abre a porta à liberalização das plantações de eucalipto, e com a nova "Lei das Sementes" em vias de ser aprovada pelo Parlamento Europeu, a proibir a troca de sementes e tornando ilegal a comercialização de espécies autóctones. 

Ainda em relação aos resultados, a consciência ambiental dos portugueses surge novamente em primeiro lugar com 78% dos inquiridos a considerarem que a perda de biodiversidade é um problema grave a nível mundial. No entanto, este número cai para 62% quando se fala à escala europeia, e apenas 55% dos portugueses considera a perda de biodiversidade como um problema sério em Portugal. De referir que em 2010 este valor era de 72%, o que demonstra um acentuado decréscimo da importância que os portugueses dão à perda da biodiversidade no país. Em contraste, Portugal volta a estar em primeiro lugar quando 41% dos inquiridos afirmam já estar a ser afetados pelo problema. 

A verdade é que nem só nas florestas tropicais longínquas a perda de biodiversidade é um problema. Segundo a BirdLife International, 40% das espécies de aves mais comuns na Europa regrediram a nível populacional nos últimos 30 anos, com ênfase para as aves mais dependentes de zonas agrícolas. Em Portugal destacam-se os casos da rola-brava, do picanço-barreteiro, e do picanço-real, casos comprovados a partir dos programas de monitorização realizados pela SPEA. Também no mar existem problemas, sendo as aves marinhas o grupo de aves em declínio mais acentuado a nível mundial, afetado por ameaças como a introdução de espécies invasoras nas colónias de nidificação e capturas acidentais nas artes de pesca. Lembramos que as águas portuguesas são cruciais para espécies de aves em vias de extinção como a pardela-balear, ou as endémicas freira-da-madeira, freira-do-bugio e painho-de-monteiro, que vivem exclusivamente nas águas das nossas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. 

Em relação às áreas protegidas, apenas 14% dos portugueses sabe o que é a “Rede Natura 2000” (a rede ecológica para o espaço comunitário resultante da aplicação das Diretivas Aves e Habitats), 25% desconhece o seu significado mas está familiarizado com o termo, e 60% nunca ouviu falar. Novamente com tendência para o topo da tabela, os portugueses são o povo que considera mais importante que nas áreas protegidas se promova o ecoturismo (71%), e os usos sustentáveis da área (90%). 

Numa nova demonstração de consciência ambiental, 92% dos portugueses (novamente em primeiro lugar) consideram que é uma obrigação moral parar a perda de biodiversidade. E mesmo no atual contexto socioeconómico, apenas 10% dos portugueses defende que os impactos negativos do desenvolvimento económico nas áreas protegidas são “aceitáveis” pois o desenvolvimento está sempre acima da conservação da Natureza. 

Mas quando as questões estão relacionadas com o quotidiano, o cenário muda. Um pouco abaixo da média europeia (38%), apenas 34% dos portugueses admite que se esforça para travar a perda de biodiversidade. Em 2010, há apenas 3 anos, este valor era de 43%, o que reflete um aumento no relaxamento das metas ambientais a atingir pelo cidadão português para o seu dia-a-dia. 

A SPEA apela a que, mesmo num contexto socioeconómico adverso, os cidadãos continuem a realizar pequenos gestos simbólicos para o bem do planeta que pouco exigem de esforço, como reciclar e reduzir, dar preferência a produtos locais e/ou que respeitem boas praticas ambientais, participar em debates públicos pela sustentabilidade das decisões políticas, e a um maior contacto com a Natureza que nos rodeia, e que ainda é a nossa maior riqueza.

Estudo: Fundos oceânicos escondem enormes reservas de água de baixa salinidade

Mäyjo, 26.03.14

 

Os fundos oceânicos das plataformas continentais ao largo da Austrália, China, América do Norte e África do Sul escondem enormes reservas de água de baixa salinidade, revela um estudo publicado na revista Nature, neste mês de dezembro.

Segundo a equipa liderada por Vincent Post (National Centre for Groundwater Research and Training, Flinders University, Austrália), existem 500 mil quilómetros cúbicos de água doce e salobra em aquíferos preservados em vários locais sob os oceanos.

“O volume desta reserva de água é cem vezes maior que a quantidade que extraímos da sub-superfície da Terra no século passado, desde 1900”, afirmou o investigador australiano ao Gizmag.

Num cenário futuro de cada vez maior escassez de água potável, os investigadores consideram estas reservas podem, potencialmente, vir a ser exploradas para a produção de água de beber, o que justifica que sejam alvo de mais estudos.

Com efeito, o Gizmag, refere que apesar dos elevados custos associados à perfuração dos fundos marinhos para acesso a estas massas de água, em termos energéticos é mais vantajoso explorá-las para produção de água potável do dessalinizar a água do mar, como se faz atualmente.

No entanto, para que tal possa acontecer é imprescindível que estes aquíferos não sejam contaminados pelas atividades de extração de petróleo e de armazenamento de dióxido de carbono (no  contexto do combate às alterações climáticas).

Aceder ao resumo do artigo científico “Offshore fresh groundwater reserves as a global phenomenon” 


Referência bibliográficas:
Post, VEA et al. 2013.  Offshore fresh groundwater reserves as a global phenomenon. Nature, 504:71-78. doi: 10.1038/nature12858

Fontes: http://www.nature.com e http://www.gizmag.com